Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012

A Profissionalização da Política

Ontem em horário nobre, na entrevista dada pelo Professor Freitas do Amaral a Fatima Campos, na RTP, retive a seguinte passagem:

 

"O nosso ensino secundário e o nosso ensino superior - até agora - não ensinam Ciência Política. Não ensinam Filosofia Política, não ensinam História das Ideias Políticas, portanto é normal que a maior parte das pessoas tenha falta dessas leituras. Ora quem quiser fazer política A SÉRIO, no nosso século tem de começar por ler os gregos. Com Péricles a defender as virtudes da democracia, Xenofonte a defender as virtudes da ditadura, Platão a defender o comunismo e com Aristóteles a defender a Democracia baseada nas classes médias...ESTÁ TUDO DITO!! (...) Estes 4 homens, estes 4 génios definiram para sempre os moldes em que nós hoje continuamos a viver e a discutir a Política. (...) Seria um grande enriquecimento para a democracia portuguesa se todos os nossos políticos conhecessem pelo menos os clássicos."

 

Ora esta fantástica entrevista, donde emanou este acutilante pensamento, só vem reforçar aquilo que defendo já há um par de anos.

 

Finalmente vi expresso publicamente, por alguém com autoridade para o afirmar e num espaço de alcance alargado, que é urgente a PROFISSIONALIZAÇÃO DA CLASSE POLÍTICA.

 

TODOS ficarão a ganhar com ela.

 

Por outras palavras foi o que o Professor defendeu, e bem.

 

"Se há algum problema no nosso país é o excessivo amadorismo de muita da classe política". (João Marques de Almeida)

 

Devemos querer nos órgãos de poder, pessoas competentes e preparadas para o exercício das responsabilidades que as funções exigem.

 

E, como se me aparenta óbvio mas até agora não parece ter-se verificado na nossa sociedade, as mais indicadas são aquelas que se dedicam ao estudo da Política, as que se versam sobre a Ciência Política e passam anos a analisá-la e a percebê-la em todas as suas dimensões.

 

Se tivessemos (mais) políticos profissionais no activo seguramente inúmeros erros de governação não se tinham sucedido.

 

Porque, se a Economia vem nos livros, a Política não é excepção.

 

Se, por exemplo, o Parlamento português estivesse maioritariamente preenchido por cientistas políticos pelo menos uma coisa era certa: as leis não eram feitas por parte interessada (Advogados) nem com o intuito de beneficiar os mega escritórios a que alguns destes pertencem.

 

 

 

Cumprimentos,

 

Hugo Baião.

publicado por polideias às 02:53
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2 comentários:
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Data:
10 de Janeiro de 2013 às 11:49


De:

Data:
10 de Janeiro de 2013 às 12:37


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