Terça-feira, 18 de Setembro de 2012

O Homem e o Político

Na edição do Jornal SOL de 14 de Setembro, vinha na secção de Política, uma notícia sobre o caso "Vereador da Câmara de Odivelas" que me fez reflectir e por isso vos trago aqui, para, de preferência poder contar com a vossa sincera opinião.

 

Hugo Martins expressou - depois de ter sido acusado de agressão a um militar da GNR após um acidente com feridos que terá sido provocado por si e onde se terá recusado a realizar o teste de álcool - entender que "é um assunto que só diz respeito ao cidadão". 

 

Para quem goste de intrigas, consta também que é reincidente e que não se trata da primeira ocorrência do género...mas ignoremos esse dado.

 

Foi já suspenso na Câmara onde detém (ou detinha) poderes executivos mas quanto ao PS não há conhecimento de qualquer "castigo". 

 

Ora o busílis da questão para mim, reside aqui (e na anterior expressão utilizada pelo visado, "só diz respeito ao cidadão"): 

 

"Encontrava-me de fim-de-semana, a 300 kms de Odivelas, no uso da minha viatura particular, pelo que o que terá ocorrido se circunscreve à minha vida pessoal e privada", alega Hugo Martins numa declaração ao Jornal. 

 

Acontece que, em meu entender, os políticos não são cidadãos normais, na medida em que as responsabilidades que assumem não estão incumbidas ao comum dos mortais.

 

Se há elemento que seja determinante e que faça falta em Portugal, chama-se EXEMPLO. E esse é dado tanto nos holofotes da ribalta como nos bastidores, porque graças à Comunicação Social, o escrutinio é permanente. E é assim que deve ser, sublinho.

 

Para mim a barreira entre a vida privada e a vida pública, num político, é muito ténue. É uma consequência inerente à própria condição de representante público. Não se pode vestir de manhã e ao fim do dia despir a "camisola" de político, como um cozinheiro faz. O alcance da acção de um é totalmente díspar da do outro.

 

Os primeiros são eleitos e por isso têm um carácter diferente do da maioria das profissões. 

 

É certo que os políticos são Homens e não anjos, mas, estando sujeitos ao erro, as ilações a extrair têm que naturalmente assumir proporções numa escala desigual da aplicada aos outros cidadãos, porque no fundo, é simples, eles não são como os outros cidadãos. Talvez seja por isso que defendo como imperativa para o exercício da Política a VIRTUDE (VIRTÚ) no Homem.

 

É assim que vejo este problema. Se querem passar por anónimos, escolham outra vida...

 

«Accountability» ("prestação de contas" numa tradução mais fiel possível à portuguesa) e a Ética Democrática Repúblicana têm destas coisas...

 

 

Cumprimentos,

 

Hugo Baião. 

 

publicado por polideias às 14:46
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2 comentários:
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Data:
10 de Janeiro de 2013 às 11:48


De:

Data:
10 de Janeiro de 2013 às 12:37


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